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BLUE TRAVEL No. 17 | NOVEMBRO 2004



TODOS OS TEXTOS BLUE TRAVEL | KATYA DELIMBEUF

Aspen
O sonho americano


É o clássico dos clássicos das estâncias de ski, o Ferrari dos ‘resorts’. Para lá de ter sido a primeira nos EUA, Aspen, antiga cidade mineira, possui bem mais encantos do que os que lhe granjearam a fama como ‘estância mais ‘in’ do planeta’ e refúgio de celebridades. O sonho americano está ao alcance de (quase) todos nós...

Por Katya Delimbeuf / Fotos de Manuel Gomes da Costa

Jack Nicholson aproximou-se da mesa, no restaurante, e disse, estendendo a mão: «Olá, eu sou o Jack Nicholson, ouvi dizer que era minha vizinha». Ao que a senhora retorquiu: «Não, deve estar equivocado. Você é que é meu vizinho.» A senhora em questão era a mãe de Rick Deane, bisneto de um dos cinco fundadores de Aspen. E é esta atitude dos Aspenitas (o nome é esquisito, mas é mesmo assim) em relação às celebridades que faz com que elas continuem a vir para cá. «Aqui eles sentem que ninguém os chateia nem lhes vai pedir autógrafos», diz Rick. Por isso, não se espante se se cruzar com Goldie Hawn, Kurt Russel ou Jack Nicholson no supermercado, ou der por si no mesmo restaurante que Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones.

A reputação de Aspen como estância de ski mais ‘in’ do planeta tem a duração breve de duas semanas entre o Natal e o Ano Novo. Para além disto, há uma série de outros bons motivos para vir. A começar pela paisagem: não é à toa que se diz que esta é a estrada mais bonita do Colorado... As árvores vergam sob o peso da neve, de um lado e de outro, num cenário recortado por montanhas e vales. A densa vegetação de abetos parece um exército de setas a apontar para o céu. E até há um tipo de árvore com direito a nome local: as “Aspen Trees”, cujas folhas redondas e pequenas mudam de cor ao longo das estações - do verde ao amarelo, do laranja ao vermelho, até ao tronco branco, nu.

A estrada de montanha leva-nos até 3600 m de altitude, a Independence Pass, onde o vento sopra forte e onde Kevin Costner celebrou recentemente o seu matrimónio, na propriedade que ali comprou. No caminho, passam-se por cidades mineiras que já foram, e outras que continuam a ser. É esta também a história de Aspen, uma antiga cidade de minas de prata, fundada em 1879, por cinco homens de Leadville. E é aqui que voltamos ao início desta história e ao bisavô de Rick, Joshuah W. Deane. Mineiro e advogado em ‘part-time’, foi juíz até morrer, em 1936 – era o único que percebia alguma coisa de leis. É a ele que temos de agradecer o facto de Aspen ter o aspecto que tem hoje, já que os outros queriam construír as minas no vale e a cidade em volta, na encosta. Atraídos pela febre da prata, em 1893 já a população de Aspen somava 12 000 habitantes. E a cidade contava seis jornais, quatro escolas, três bancos, luz eléctrica, um hospital moderno, dois teatros, uma ópera... e um pequeno distrito de bordéis... Ufa...!!

O destino trocou as voltas à próspera cidade mineira em 1893, quando o governo indexou o dólar ao ouro, acabando com o reinado da prata. As cidades com este tipo de minas esvaziaram-se; algumas, como Ashcroft, a 20 km de Aspen, tornaram-se cidades fantasma. Em 1935, só 700 pessoas viviam em Aspen. Em 1948, o avô de Rick Deane
deixou de ter dinheiro para pagar a renda e perdeu a sua propriedade - por 51$.
Quando rebenta a Segunda Guerra Mundial e os EUA se envolvem no conflito, foi criada uma divisão de montanha para combater nos Alpes italianos, visando reproduzir as mesmas condições climatéricas de vento e neve. A 10th Mountain Division (10 Divisão de Montanha) foi a génese da futura estância de Aspen. Muitos dos que ali treinaram, como o austríaco Friedl Pfeiffer, planearam voltar em tempo de paz.

Rick Deane, o bisneto de fundador, tem 60 anos, todos eles vividos em Aspen, no rancho que os pais fundaram em inícios dos anos 50: o Tlazy 7. Este nome tem origem na marca das ferraduras que se punham no gado, e que neste caso, visualmente, tem o aspecto de um T e um 7 deitado (daí ser ‘lazy 7’). Para além dos passeios a cavalo, no verão, são sobretudo os «snow mobile tours» (passeios de motoquatro na neve), as actividades mais populares do rancho. Bono Voxx, o vocalista dos U2, Will Smith e Sydney Poitier são alguns dos que «vêm cá todos os anos», assegura-nos Rick, que não se imagina a viver noutro lugar.
Ele lembra-se bem das várias fases de Aspen, e de «já na altura da 10 Divisão de Montanha, virem para cá muitas pessoas de todas as nacionalidades, interessantes e diferentes. Uma noite, estava sentado com o John Wayne no Red Onion [um ‘saloon’ do tempo das minas que ainda hoje existe, onde todos os «ski bums» - os ‘vagabundos do ski’, que vinham só para esquiar – se encontravam]. E entrou um ‘hippie’, de cabelo comprido, calças à boca de sino... «Eu não vou beber no mesmo sítio que um hippie...», disse Wayne. E pegou no homem pelas calças e atirou-o porta fora».

Da prata ao ski

Em 1947, Aspen abriu as portas como estância de ski, inaugurando a mais longa ‘lift’ do mundo. Três anos mais tarde, foi a primeira cidade a receber uma competição internacional. Em 1958, as montanhas de Buttermilk e Aspen Highlands vieram juntar-se à Aspen Mountain, e a última, Snowmass, abriu dez anos depois. Ao todo, são quatro montanhas com 470 km de pistas, para esquiadores de vários níveis - do iniciado (Buttermilk) ao intermédio (Aspen Mountain) e ‘expert’ (Aspen Highlands). Até 2007, Aspen é também anfitriã dos X-Games, altura em que a cidade recebe 60 mil pessoas em quatro dias. Hoje, tem uma população residente de 5400 habitantes, mas sobe aos 30 000 em época alta. A cinco minutos de auto-estrada, fica o aeroporto de Aspen, onde três companhias de aviação asseguram 16 vôos diários (!) – sem contar com os ‘jets’ privados.

Há muitos factores que fazem de Aspen um sítio agradável, de inverno como de verão. A começar pela dimensão da cidade, humana e cuidada, rodeada por montanhas, com ruas paralelas e perpendiculares e edifícios de tijoleira vermelha do século XIX. Os espaços verdes, os bancos para as pessoas se sentarem, o chilrear dos pássaros, o carreiro de água que percorre as ruas - tudo convida ao passeio a pé. E, depois, há os pormenores que fazem Aspen: o chocolate quente e os bolinhos oferecidos na base da montanha, antes de ir para as pistas; os esquis que são transportados sem qualquer custo pela Four Mountain Sports para qualquer uma das montanhas, a pedido do cliente; o ‘après-ski’ e as provas de vinho, onde os clientes aproveitam para confraternizar; a piscina aquecida para saborear, ou as lareiras exteriores, circulares, onde os toros de madeira ardem e as crianças assam ‘marshmellows’. Sensação mais acolhedora e familiar não há... O minuto em que se sentar à volta de um destes ‘fire-pits’ e se embrulhar numa manta será o mesmo em que o tempo deixará de passar. E ficará apenas a sensação de calor, de torpor, de dormência... e uma vontade de ficar ali para sempre...

É claro que tudo isto se paga - e Aspen não é um destino para pobres. Na terra da abundância que é a América, o dinheiro não escasseia – basta dizer que os polícias de Aspen andam ao volante de Saabs... Mas é um mito que a estância só seja acessível a milionários. Há quartos de hotel a 80$ por noite, com pequeno-almoço e ‘après-ski’ incluídos. Claro, não estão ao lado das pistas, e não são o Little Nell, o St Regis ou o Jerome (os hotéis mais conceituados de Aspen), mas permitem desfrutar na mesma das actividades e do ambiente da cidade.
Uma nota para a simpatia dos locais, sempre com um sorriso nos lábios e cumprimento pronto na rua, mesmo sem nos conhecer de parte alguma. É aquilo que Chris Davenport, campeão do mundo de ‘extreme-ski’, residente em Aspen há 11 anos, resume assim: «A maior parte das pessoas que aqui vive sente-se afortunada por chamar a isto casa». Chris veio para cá após a Universidade – cursou História, no Colorado – e considera que foi fácil entrar na comunidade. «Todos se conhecem». «O que mais gosto aqui é que as pessoas têm paixão pela vida. Esquia-se todos os dias, no verão faz-se ‘paraglide’, bicicleta, ‘trekking’... É um estilo de vida saudável.»

Chris começou a esquiar aos 4 anos, nas montanhas de Attitash, em Boston, donde é. «Era o desporto da família». Aos 7 anos, começou a competir, e foi assim até aos 20. Mas o que verdadeiramente mudou a sua vida foi uma competição de ‘free-skiing’ que fez – e adorou. Em 1994, alcançou um óptimo resultado e foi convidado para o campeonato mundial de ‘extreme-ski’ no Alasca. Ganhou. «De repente, tornei-me campeão do mundo! Em 2000, renovou o título. Agora, dá aulas de ‘free-style’ e ‘heliski’. Na sua ‘embaixada’ de representação de Aspen, conheceu pessoas como Kevin Costner, Antonio Banderas, Michael Douglas e Catherine Zeta-Jones – que qualifica como «uma mulher muito bonita, exterior e interiormente» -, mas não acredita que essa seja a essência de Aspen. Garante que «gostava de viver em Aspen a vida toda.» E que «para lá do ski, há pessoas interessantíssimas, do meio da cultura e das artes».

De facto, existe a ideia de que Aspen é também uma meca cultural – e para isso ajuda certamente o facto de muitos produtores, actores, realizadores e galeristas terem residência ali. Para ilustrar melhor o que queremos dizer, basta referir que, das várias galerias de arte da cidade, é comum haver desenhos de Picasso e Matisse na montra... Depois, Aspen, apesar dos seus 5400 habitantes, tem a sua própria companhia de ballet, a sua ópera (a Wheeler Opera House, uma das primeiras dos EUA, fundada em 1889) e uma orquestra sinfónica de qualidade internacional. No verão, o Festival de Música assegura uma temporada de música clássica com cinco concertos diários – sempre esgotados. O Aspen Institute, construído na altura do Bauhaus por europeus sequiosos de criar um centro de cultura após a 2 Guerra, assegura debates, conferências e concertos o ano inteiro. Junte-se-lhes as várias salas de cinema, os festivais gastronómicos e vinícolas, as dezenas de joalharias e lojas das marcas mais conceituadas (Gucci, Louis Vuitton, Bulgari, Ralph Lauren...) e temos, não a tradicional estância de ski, mas uma verdadeira cidade - cosmopolita.

Já nem precisávamos de referir os 90 restaurantes de todas as espécies e qualidades - do japonês ao francês, italiano, americano, passando até por um espanhol com inspirações marroquinas. Há de tudo, para todos os apetites. Paramos para umas tapas no Mogador, o espanhol de inspiração árabe, cuja música nos transporta para um ambiente tão nosso conhecido. É com agrado que vimos vários vinhos portugueses na lista e que escolhemos um ‘Vinha do Fojo’, do Douro. Na cozinha do Mogador, espera-nos uma surpresa: num recanto em azulejaria marroquina, uma mesa redonda para dez pessoas. «Chamamos-lhe os Dez Mandamentos e servimos sempre dez pratos diferentes», explica o chef, Barclay Dodge, um aspenita que viveu uns anos em Espanha e Marrocos. «Se se é de cá, tem de se saír, nem que seja por uma temporada», acredita. «Porque isto não é o mundo real.» Mas o sonho americano não é impossível de alcançar.

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Vail
Neve em pó

Há 13 anos consecutivos que Vail é votada a melhor estância de ski da América do Norte – Alasca e Canadá incluídos. Grande parte dessa distinção deve-se à qualidade da sua neve, que atravessa o deserto e perde a humidade, transformando-se em pó. ‘Powder snow’: o paraíso para qualquer esquiador...

«Isto é tudo culpa minha», diz Earl Eaton, em tom jocoso, apontando para a estrada pejada de carros, com a montanha por trás. «Se a estância de Vail não tivesse aparecido, não sei o que haveria hoje aqui. As minas fecharam, os agricultores desapareceram, como os cultivos de alface que polvilhavam a montanha». Earl, um velhote de olhos azuis e cabelo branco, com «81 anos e 3/4», é o único fundador de Vail ainda vivo. O outro homem que fez da estância aquilo que ela é hoje, Peter Siebert, morreu há dois anos, no sítio que ergueu.

É num «diner» em Eagle, a escassos quilómetros de Vail, um daqueles cafés que costumamos ver nos filmes, com empregadas a passear de cafeteira na mão a oferecer a ‘aguadilha’, que Earl passa em revista o fio dos acontecimentos – da descoberta à abertura da estância, em 1962. Nascido no vale de Vail, Earl Eaton recorda uma prenda que recebeu do pai, aos dez anos: uns esquis de madeira. «Foi isso que me deu o bichinho», diz ele. A partir daí, começou a trepar tudo o que fossem montanhas. «Não havia ‘resorts’ de ski na altura. Aspen foi o primeiro. Em 1939, fui lá ver uma corrida de ski. Foi a primeira vez que vi o que era ski à séria», diz. «Afinal, sem sapatos para a neve, nem conseguia curvar».

Depois, rebentou a 2 Guerra Mundial e Earl foi combater - em Inglaterra, França, Itália... Quando regressou aos EUA, foi para Aspen. Queria esquiar. Ali ficou dez anos, e ali conheceu Pete Seibert, outro dos ‘ski bums’ (‘vagabundos do ski’ é uma expressão ainda hoje usada para os que vinham só para isso). Encontraram-se no Red Onion, o mítico ‘saloon’ de Aspen, onde toda a gente parava depois do ski. «Ambos tínhamos o sonho de encontrar uma boa área de ski e transformá-la numa estância. Eu conhecia bem Vail e Beaver Creek... Entretanto, o Peter foi para a Europa, e quando regressou, mostrei-lhe a montanha. Subimos os dois até ao topo – estava a nevar, demorámos sete horas a chegar lá acima. Ele ficou encantado. No início de Vail, éramos cinco. Depois, o Peter foi arranjando investidores, um a um.»

Vail cresceu em torno de uma rua principal, que ainda hoje existe, para os lados e ao longo dos 40 km de vale. A estância abriu em 1962, e três anos depois, tinha cem habitantes. Em 1964, houve um episódio digno de registo: era altura de dar início à temporada... e não havia neve. Desesperados, os cinco magníficos recorreram a índios para fazer uma «dança da neve»... O que é certo é que, dois dias depois, choveu. A estância mudou de mãos quatro ou cinco vezes depois disso – e inevitavelmente, caiu nas mãos das ‘corporations’. As grandes empresas tomaram conta da estância, e os negócios imobiliários instalaram-se. Condomínios e apartamentos cresceram como cogumelos, desfeando a paisagem com construções pouco bonitas e pormenores de gosto duvidoso, como estátuas em ferro forjado e sapos em canteiros de flores. Multidões começaram a vir, nomeadamente ao fim-de-semana, de toda a área de Denver (também por causa do presidente Gerald Ford vir muito esquiar para aqui).

«Agora, Vail é uma questão de ‘real estate’ (imobiliário)», diz-nos Ernst Larese, um austríaco estabelecido ali desde 1967. «A construção está caríssima. Antes, até o milionário mais rico tinha uma casa pequena. Hoje, as casas vão abaixo por 3 milhões de dólares, e são reerguidas por 25 milhões...» Por isso, quem vai a Vail deve ir por uma coisa essencialmente: pelo ski. Aí, não há dúvida: esse é o ponto forte. A montanha é muito bem cuidada – até por causa dos riscos de processos judiciais (é por isso que os ‘forfaits’ são tão caros). A parte da frente é tratada por máquinas - por isso a neve é mais lisa, e permite ganhar velocidade, o que é perfeito para intermédios -, enquanto a parte de trás é mais indicada para ‘experts’ e para quem gosta de pó. Esses devem também fixar os seguintes nomes: Blue Sky Basin, e Earl’s Bowl e Peter’s Bowl, algumas das zonas mais desafiantes, baptizadas com os nomes dos fundadores.

A 3500 m, a vista é magnífica: nunca vi tantas árvores a esta altitude...! A montanha é densamente arborizada – e essa é uma das características distintivas de Vail -, o que faz com que haja muitas pistas por entre as árvores, e permite avistar animais. De todas as pessoas com quem falámos, há um ponto comum que fica: todas elas, sem excepção, vieram para Vail – e ficaram - por causa do ski.

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Beaver Creek
A Áustria no Colorado

Um degrau acima de Vail na categoria do luxo, Beaver Creek é uma estância mais recente, direccionada para a família e com maior atenção ao pormenor.

Uma cancela barra a entrada em Beaver Creek. Uma vez lá dentro, não é difícil perceber porquê. Este é outro universo, se Vail for o ponto de comparação – com mais qualidade, mais luxo e mais atenção ao pormenor. As casas são totalmente diferentes, muito maiores e mais bonitas, perfeitamente integradas na paisagem – de tal modo que algumas passam quase imperceptíveis. Um rio atravessa a estância, semeando no ar o marulhar da água, entrecortado por pontes de madeira que ligam as duas margens. Na praça central, um ringue de gelo acolhe as exibições das crianças que patinam alegremente, perante o olhar embevecido dos pais. Com um lago à entrada, áreas verdes e vários campos de golfe, vê-se bem que este é um projecto pensado de raíz.

A 25 km de Vail, Beaver Creek é uma estância mais recente, aberta em 1980, projectada à imagem e semelhança de Lech, na Áustria. Ainda mais luxuoso que Vail, é um destino orientado para famílias, com um terço da área esquiável. A sua população residente é de 1000 habitantes, mas sobe facilmente aos 10 000, em época alta. Beaver Creek tem o seu próprio teatro e ópera, onde há concertos e peças. Este é um daqueles sítios em que não precisa de fazer nada para se sentir de férias. Seja numa piscina exterior aquecida, no ‘jacuzzi’ ou no ‘spa’, com vista para a montanha, ou cá fora, à lareira, embrulhado numa manta, não é preciso saír do local para usufruír dos prazeres do inverno.

Além disso, os poucos hotéis que existem estão todos ao lado das pistas. Aqui, não há apartamentos nem condomínios, e os hotéis são mestres no serviço da opulência e do conforto. Todos têm enormes lareiras a crepitar no ‘lobby’ e outras circulares, no exterior, onde se assam ‘marshmellows’ e se olham as estrelas nas frias noites de inverno. É o terreno de nomes como o Park Hyatt, ou o Ritz Carlton, no vale vizinho de Bachelor’s Gulch, onde o luxo é cartão de visita e o bom gosto palavra de ordem. A única coisa que precisa é de cá chegar. O resto, deixe com eles.

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